MGC — Myasthenia Gravis Composite

Nota: “Fraqueza moderada” para pescoço e membros equivale a aproximadamente 50% ± 15% da força normal esperada. Fraqueza menor é leve; maior é grave.

1. Ptose (olhar para cima facilmente)Exame médico
2. Visão dupla (olhar fixo lateral — esq. ou dir.)Exame médico
3. Fechamento dos olhosExame médico
4. FalaRelato do paciente
5. MastigaçãoRelato do paciente
6. DeglutiçãoRelato do paciente
7. RespiraçãoExame médico
8. Flexão ou extensão de pescoçoExame médico
9. Abdução de ombrosExame médico
10. Flexão do quadrilExame médico

MGC — Myasthenia Gravis Composite

A escala MGC (Myasthenia Gravis Composite) é um instrumento clínico validado para avaliar a gravidade da Miastenia Grave (MG) tanto na prática clínica quanto em ensaios clínicos. Trata-se de uma escala ordinal híbrida — parte dos itens é avaliada pelo médico ao exame físico, e parte é baseada no relato do paciente. Foi validada originalmente por Burns et al. (2008) em 11 centros dos EUA e Europa, e posteriormente adaptada e validada para o Português do Brasil por Oliveira et al. (2016).

Estrutura da escala

A escala é composta por 10 itens, cada um representando uma função habitualmente comprometida pela MG: ptose, visão dupla, fechamento dos olhos, fala, mastigação, deglutição, respiração, flexão/extensão de pescoço, abdução de ombros e flexão do quadril. As pontuações de cada item são ponderadas conforme o impacto clínico da disfunção avaliada.

Pontuação máxima

O escore total varia de 0 a 50 pontos. Quanto maior o escore, maior a gravidade da doença. Uma redução de 3 ou mais pontos no escore total indica melhora clínica significativa e confiável.

Interpretação do escore

EscoreInterpretação
0Sem comprometimento detectável
1 – 6Comprometimento mínimo
7 – 12Comprometimento leve
13 – 19Comprometimento moderado
20 – 50Comprometimento grave

Instrução sobre fraqueza moderada

Para os itens de força muscular (pescoço, ombros e quadril), “fraqueza moderada” deve ser interpretada como aproximadamente 50% ± 15% da força normal esperada. Fraqueza menor que isso é classificada como leve; fraqueza maior é classificada como grave.

Recomendação do MGFA

Em 2012, a força-tarefa do Conselho Científico Médico da MGFA (Myasthenia Gravis Foundation of America) recomendou o uso do MGC como medida quantitativa de referência para determinar melhora ou deterioração em pacientes com MG generalizada.

Uso clínico

Este instrumento destina-se ao uso por profissionais de saúde treinados. Não substitui a avaliação clínica completa. O resultado gerado pela calculadora está formatado para ser copiado diretamente no prontuário médico.

Bibliografia

  • Burns TM, Conaway MR, Cutter GR, Sanders DB. Construction of an efficient evaluative instrument for myasthenia gravis: the MG composite. Muscle Nerve. 2008;38(6):1553-62. doi:10.1002/mus.21185
  • Burns TM, Conaway M, Sanders DB; MG Composite and MG-QOL15 Study Group. The MG Composite: a valid and reliable outcome measure for myasthenia gravis. Neurology. 2010;74(18):1434-40. doi:10.1212/WNL.0b013e3181dc1b1e
  • Oliveira EF, Lima VC, Perez EA, Polaro MN, Valério BCO, Pereiro JR, et al. Brazilian-Portuguese translation, cross-cultural adaptation and validation of the Myasthenia Gravis Composite scale. A multicentric study. Arq Neuropsiquiatr. 2016;74(11):914-920. doi:10.1590/0004-282X20160129
  • Benatar M, Sanders DB, Burns TM, Cutter GR, Guptill JT, Baggi F, et al. Recommendations for myasthenia gravis clinical trials. Muscle Nerve. 2012;45(6):909-17. doi:10.1002/mus.23330
  • Sadjadi R, Conaway M, Cutter G, Sanders DB, Burns TM. Psychometric evaluation of the myasthenia gravis composite using Rasch analysis. Muscle Nerve. 2012;45(6):820-5. doi:10.1002/mus.23260